Porque o meu amor gosta de filosofia. Mas não tanto. Não tanto que doa. De preferência com anestesia – uma cerveja ou vinho. Tentei pensar as coisas do mundo a partir de seu mundo e não pude: ele é descomplicado demais pra ficar levantando questões. Não fica perguntando todo o dia o sentido de si ou das coisas. Mas também não lhe venham com catolicismos, sim, que logo uma saraivada de argumentos aparece e nos conta sua aversão pelas traquinagens da igreja. Se bem que pode montar um altar pelo dia dos mortos sem problema, o que importa é o ritual.
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Afinal de contas, meu amor anda pela vida a construir sentidos, descomplicados e sentimentais. Pode adotar o primeiro cachorro abandonado que se vê na rua ou gostar de velhinhos, dançar desatinadamente por toda uma noite ou escutar piadas com ou sem graça. Mas não importa a piada, ela vai sorrir. Então vem o mistério: ainda não compreendo como pode querer filosofar por trás daquele sorriso magnífico, que destrói com toda a dúvida do mundo!
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Ainda viajará pelo mundo e acabará numa ilha.
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(espero que comigo…)








