
Bony and Clyde
Porque um dia decidiram virar parceiros de crime - desses que não falam nem sob tortura e que desatam a rir da vida, como se fosse um grande circo. Sabiam que parceiros de crime eram cúmplices no sentido mais vandálico da palavra.
Precisariam confiar no implausível: da respiração ofegante à insegurança brutal.
Porque desde o primeiro assalto o mundo passou a ser um grande banco – com jóias, e ouro, e dólares, e mesmo com um gerente com cabelo parafinado muito bem vestido rentabilizando até mesmo a linha do horizonte. Assim não tardaram a pensar em um plano genial.
Noites e noites imaginando rotas de fuga e falhas nos sistemas de segurança. Observaram as rotinas, o pequeno do cotidiano. Zombaram das portas com detector de metal. Queriam a combinação do cofre.
Até que, em uma das tantas noites de olhares blindados um-no-outro, rascunharam o plano final, o assalto preciso – o golpe de mestre!
E daqui a cinco meses algumas testemunhas dirão ter ouvido alguma coisa durante a noite.
E eles já estarão longe.
Prontos para o próximo assalto.