Porque queria uma família, um carro e uma casa. Era brasileiro, jovem e tinha três empregos. Ela, a menina mais bonita.
Já não o queria.
Decidiu seqüestrá-la e, na ironia própria do desespero, quedou ainda mais refém de si mesmo.
Entornado o caldo da realidade, seus anjinhos discutiram. Venceu o anjinho mau quando a polícia entrou com um estouro. Uma bala atravessada no crânio de quem uma vez amada. Uma bala ferindo a amiga também refém. Do lado de fora ouvem-se os tiros.
Sem Rosa, sem nada, tornara-se o Príncipe da tragédia em seu pequeno planeta. Prenderam-no.









